
Meu texto sobre o título do campeonato carioca (sim: minúsculo mesmo!) ainda está no modo rascunho, mas, como um "plantão" de jornal, preciso me antecipar e escrever sobre esta noite de hoje. Permitam-me pular o evento de domingo passado e escrever estas linhas para desabafar. Talvez eu volte ao título carioca para escrever. É só um "talvez"...
Posso garantir: tenho plena consciência de que não contei com a vitória antes do tempo. É óbvio que o mais esperado era a classificação. Claro que cheguei no Maraca confiante, mas sem contar com a vitória antes do tempo. Infelizmente, parece que o mesmo não fizeram os jogadores.
Assim que o time entrou em campo e eu vi um corredor para homenagear o Joel, enquanto os caras do América se aqueciam e batiam bola, eu falei com um amigo meu do trabalho, na arquibancada: "Temos de marcar logo um gol: festa é muito bonito depois de tudo acabado."
O jogo rolando, o Flamengo apertando e o gol faltando. Qualquer jogador de pelada sabe que cada gol perdido de um lado aumenta a probabilidade de o outro time marcar do lado de cá.
E, de repente, 1x0. E tome gol perdido. Daqui a pouco, 2x0. E mais gol perdido.
No intervalo, um camarada vem com um papo de "Calma: estatisticamente, nosso grupo ainda não perdeu uma partida no Maraca. Isso pode acontecer hoje. Podemos perder hoje até por 2x0, que, ainda assim estaremos classificados.": tive vontade de dizer uns impropérios, mas deixei pra lá...
Segundo tempo. Gols perdidos. Time mal. Nessa hora, eu, um sujeito "do bem", quase briguei. Perdi a paciência com mais um gol perdido e dei um chute na cadeira amarela. Um cara veio tirar satisfação. Ele estava certo. Eu e ele pagamos aquilo ali. Pedi desculpas e ficou tudo certo.
Na hora que o Toró fez a falta, eu, que não sou pessimista, pressenti o gol. Mas ainda havia a esperança de não ser. Mas foi.
Depois disso, o que se viu foi um "corre-corre" desesperado, de um time que esperou tomar três gols para pensar em correr. Não ia dar certo. Não deu certo.
No final, a galera do trabalho, que sempre vai em grupo (de 8 pessoas), se esfacelou... Fomos embora sem nos despedirmos uns dos outros. Não foi preciso...
Contra o Defensor, a Nação, mesmo abatida, cantou muito no fim do jogo, mesmo eliminada. Era outra situação: era uma revolta contra um árbitro, pois os jogadores fizeram o seu papel. Dessa vez, completamente diferente. Falam em Maracanazo: não sei se é para tanto, mas houve silêncio. Um silêncio misturado com revolta. Não contra um, mas contra todo o time.
Em tempos de "mamãe, eu quero", digo com toda a sinceridade: preferiria chorar, de verdade, mas não consigo... Revoltado com os jogadores...
É dia de aceitar a zoação, sem partir para a violência contra o vascaíno, o botafoguense e o tricolor: é direito deles. Futebol é exatamente esse dia após o outro. Claro que, um dia, somos credores; em outro, devedores. Hoje é dia deles...
Flamengo sempre eu hei de ser...
Em tempo: Souza, vaza!
3 comentários:
Meu caro Veríssimo, jamais vou esquecer aquela fatídica noite de quarta-feira.
Espero que meus filhos, no futuro, possam ver um Flamengo brioso, semelhante àquele que meu pai teve o prazer de acompanhar nos anos 70 e 80. E bem diferente do Flamengo pelo qual eu me acostumei a sofrer.
saudade do meu amigo!!!
bjos!
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