quarta-feira, 7 de maio de 2008

Falar o quê?!


Meu texto sobre o título do campeonato carioca (sim: minúsculo mesmo!) ainda está no modo rascunho, mas, como um "plantão" de jornal, preciso me antecipar e escrever sobre esta noite de hoje. Permitam-me pular o evento de domingo passado e escrever estas linhas para desabafar. Talvez eu volte ao título carioca para escrever. É só um "talvez"...



Posso garantir: tenho plena consciência de que não contei com a vitória antes do tempo. É óbvio que o mais esperado era a classificação. Claro que cheguei no Maraca confiante, mas sem contar com a vitória antes do tempo. Infelizmente, parece que o mesmo não fizeram os jogadores.

Assim que o time entrou em campo e eu vi um corredor para homenagear o Joel, enquanto os caras do América se aqueciam e batiam bola, eu falei com um amigo meu do trabalho, na arquibancada: "Temos de marcar logo um gol: festa é muito bonito depois de tudo acabado."

O jogo rolando, o Flamengo apertando e o gol faltando. Qualquer jogador de pelada sabe que cada gol perdido de um lado aumenta a probabilidade de o outro time marcar do lado de cá.

E, de repente, 1x0. E tome gol perdido. Daqui a pouco, 2x0. E mais gol perdido.

No intervalo, um camarada vem com um papo de "Calma: estatisticamente, nosso grupo ainda não perdeu uma partida no Maraca. Isso pode acontecer hoje. Podemos perder hoje até por 2x0, que, ainda assim estaremos classificados.": tive vontade de dizer uns impropérios, mas deixei pra lá...

Segundo tempo. Gols perdidos. Time mal. Nessa hora, eu, um sujeito "do bem", quase briguei. Perdi a paciência com mais um gol perdido e dei um chute na cadeira amarela. Um cara veio tirar satisfação. Ele estava certo. Eu e ele pagamos aquilo ali. Pedi desculpas e ficou tudo certo.

Na hora que o Toró fez a falta, eu, que não sou pessimista, pressenti o gol. Mas ainda havia a esperança de não ser. Mas foi.

Depois disso, o que se viu foi um "corre-corre" desesperado, de um time que esperou tomar três gols para pensar em correr. Não ia dar certo. Não deu certo.

No final, a galera do trabalho, que sempre vai em grupo (de 8 pessoas), se esfacelou... Fomos embora sem nos despedirmos uns dos outros. Não foi preciso...

Contra o Defensor, a Nação, mesmo abatida, cantou muito no fim do jogo, mesmo eliminada. Era outra situação: era uma revolta contra um árbitro, pois os jogadores fizeram o seu papel. Dessa vez, completamente diferente. Falam em Maracanazo: não sei se é para tanto, mas houve silêncio. Um silêncio misturado com revolta. Não contra um, mas contra todo o time.

Em tempos de "mamãe, eu quero", digo com toda a sinceridade: preferiria chorar, de verdade, mas não consigo... Revoltado com os jogadores...

É dia de aceitar a zoação, sem partir para a violência contra o vascaíno, o botafoguense e o tricolor: é direito deles. Futebol é exatamente esse dia após o outro. Claro que, um dia, somos credores; em outro, devedores. Hoje é dia deles...

Flamengo sempre eu hei de ser...

Em tempo: Souza, vaza!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Depois de um período afastado, o mestre e o Mengão!


Foi difícil ficar longe daqui. Às vezes, precisamos de sacrifícios. O meu foi sumir do blog. O motivo?! Meu mestrado...


Nesse tempo, ganhamos do Cienciano com "chororô" do Souza e "gol-salvador-no-fim" do nosso bravo Marcinho. Com toda a questão sobre ele ter capacidade de ser titular ou não, importa é que é o artilheiro do time na Libertadores: não o tirem do time, por favor...

E perdemos para o Nacional lá, com a famosa "banda do Toró" pra cima do gandula (que, se fosse mulher, teria fama nacional que a levaria às capas das revistas masculinas) e com o golpe de caratê do Leonardo "Daniel San" Moura: prefiro acreditar que foi o tipo de derrota só para não sermos campeões invictos, porque me lembro que, nesse dia, eu soquei o chão de minha sala muitas vezes, visto que o Mengão tinha um jogo fácil e tomou um 0x3 intragável...

Mas, no Maraca, a coisa é diferente. Vingados. Houve alguns vascaínos (sim! eles precisam se meter nesse papo! é carência deles...) que disseram que a sorte foi não ser mata-mata, pois a história foi a mesma que a do Defensor: 0x3 e 2x0. Desconsiderei... Pedi que eles prestassem atenção no time do Bragantino (ah, aquela trave no último minuto...).


Heroicamente, o Mengão fez o que o grande precisa fazer: arrebentou o Cienciano lá nos "três mil e muitos metros" de altitude. Todos devem estar com raiva do Márcio Braga até agora, por toda a presepada de que o Mengão não iria jogar lá: jogou e detonou! Classificação garantida...

Bolognesi no Maraca: 10x0 era pouco! Mas... Foi o jogo que só valeu pelo golaço do Bruno... Tudo bem...

E eis que nos deparamos com o América do México: os vascaínos (sim: eles de novo!) e os botafoguenses comemoravam... América eliminou o bacalhau dentro de São Januário... Botafogo contava com o descaso com a primeira partida da final e com o desgaste da volta do México...

Primeira partida foi nossa: 1x0! Até considerei pouco, pois futebol é aquele clichê que todos já sabem... Mas conseguimos uma boa vantagem...

Quanto ao México... Bem... Não posso dizer que foi um chocolate: pelas chances perdidas, até poderia ter sido. Mas foi um resultado maravilhoso... Sentia falta de o Flamengo fazer gols: isso mesmo! Há partidas em que o time não está muito bem,mas que, aproveitando as chances de gol, liqüida a fatura... Que sejamos assim até o final!!! Na próxima quarta, minha postura esportiva exige que o Mengão (se Deus quiser, ainda comemorando o título carioca) entre com a postura de quem precisa ganhar, pelo menos, até fazer o primeiro gol.

Domingo, estarei no Maraca, para me tornar bicampeão (se Deus quiser): diga-se de passagem, de cadeira, pois o desrespeito com o torcedor continua e não quero ter de pagar em torno de R$70 na mão de cambista para ir de arquibancada (R$140 para duas pessoas).

Nesta semana, tornei-me um Mestre em Letras Clássicas: é um clichê batido, mas faço questão de repetir que hoje vivo a alegria do alívio por ter conseguido.

Mengão, consegui meu título particular: estou contigo para conquistarmos, juntos, esses outros dois...

Com o perdão da licença poética...

Vamos, Flamengo! Vamos ser campeão!
Vamos, Flamengo: minha maior paixão!
Vamos, Flamengo!
E essa taça vamos conquistar...

(A melhor versão de "I love you, baby" de todos os tempos...)

Enfim... Estou de volta...


Em tempo: nesse período, também houve Taça Rio, mas não me anima muito escrever sobre ela agora: apenas lamentar o fato de deixarmos o bacalhau empatar a partida que jogamos com o time reserva... Além, é claro, da derrota para o Botafogo nas semifinal, pois o que eu canto é "Vencer! Vencer! Vencer!"

Pode ser até bolinha de gude...