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– Papai, quem foi o campeão de 2007?
Um dia, meu filho vai me perguntar isso. E eu vou encher minha boca para dizer que foi nosso Mengão.
Sério: ninguém se lembrará do Ceni, do Richarlysson, da polêmica do penta, da Copa União...
As pessoas se lembrarão para sempre da imagem daquela bandeira do Zico que sempre encerrava o Globo Esporte, marcando mais recorde de público a cada semana.
As pessoas vão se lembrar que ninguém nunca saiu da zona de rebaixamento, depois de ficar por 16 rodadas, para a Libertadores no mesmo ano.
Quem será mais lembrado? O "competente-sujeito-mal-encarado" Muricy ou o "sempre-alvo-de-críticas-muitas-vezes-preconceituosas" Joel? O time que conquistou o título garantido a partir do momento em que os cavalos paraguaios começaram a mostrar quem verdadeiramente são ou aquele que galgou, rodada a rodada, passo a passo, com o apoio de uma massa sem igual, seu lugar ao sol?
Ah, ninguém se lembrará dos números da camisa 5-3-3: as pessoas se lembrarão dos números 60.000, 70.000, 80.000, etc. Se bobear, até o preço do Neston será lembrado...
As pessoas se lembrarão de um time unido, forte, apaixonante, apaixonado: sim, porque, se algum deles não se apaixonou pela torcida depois dessa...
Eu vou me lembrar do jogo que vencemos o S. Paulo no Maraca e eu quase desmaiei, lá na rampa da UERJ, sem forças por ter jogado junto o tempo todo.
Eu vou me lembrar da água de côco de quem fingia estar tranqüilo, sob a sombra da barraca, e que agora deve estar estudando desesperado uma fórmula para emudecer a massa.
Eu vou me lembrar de um lindo Mengão, de uma mobilização sem precedentes da torcida, do Maraca...
Mas o meu filho estranhará, e me perguntará com sua bela dúvida de criança...
– Mas, papai: aqui está escrito que foi o S. Paulo...
– Filho, acredite: o papai estava lá...
E esse diálogo acontecerá quando estivermos subindo a rampa, eu e ele, na sua primeira vez no Maraca, vestindo sua pequena camisa 12...
Saudações Rubro-Negras
15 de novembro: dia da República. 15 de novembro*: dia da fundação do Flamengo. Dia da Nação Rubro-Negra. Dia de felicidade, de orgulho, de amor.

Que a torcida do Mengão dá show, isso é mais velho do que andar para frente. Mas queria relatar aqui brevemente uma cena que me deixou impressionado; aliás, impressionadamente feliz...
O Mengão joga contra o corinthians (propositalmente minúsculo). Jogo chave para nossas pretensões neste Campeonato Brasileiro. O jogo está mais para nós, mas não é que o "bendito" do Finazzi marca primeiro? Gol deles...
Eu estou, como sempre, nas amarelas, cantando com a Urubuzada, empurrando o time e, de repente, sai esse gol. Os cantos cessam... por 3 segundos apenas.
No exato momento em que o gol deles sai, eu, ainda aborrecido e decepcionado, olho em volta e vejo um exército se levantando para o contra-ataque. É sério!!! Os responsáveis pelas bandeironas que a gente admira tanto quando vê pela televisão levantam ao mesmo tempo e começam a sacudi-las (o leigo que lá estivesse poderia pensar que aquela era a torcida do time que fez o gol). Eu fico olhando as bandeiras e as expressões cerradas daqueles que colocam sua força naquele balançar (sim: aquelas bandeiras pesam!!!). É a senha para um ensurdecedor "Meeeeeengooooooo" começar a orbitar o Maraca. Bateria recomeça a tocar. Quem ficou em silêncio por mais do que os 3 segundos, começa a cair em si e a perceber que aquilo ali é o Flamengo. Cada um de nós olha para as costas e vê o número 12 escrito. É hora de jogar. E sempre jogamos...
O resto da história? Mais uma vitória nossa! (http://www.youtube.com/watch?v=0vHsKN5TfNs) Nossa mesmo: da galera!!!
Parabéns, Mengão! Parabéns República Rubro-Negra!
* O Mengão foi fundado em 17/11/1895, mas, por conta do feriado, tradicionalmente se comemora o aniversário no dia 15.
Hoje, analisando friamente* os momentos que acabamos perdendo por conta da natural euforia que toma conta de todo rubro-negro, atento-me para o lance do gol daquela maravilhosa "goleada" de ontem.
Após o escanteio, a bola sobra para o Íbson, que dá um passe primoroso, de prima, para o Juan. Este, que durante um bom tempo, não errava nenhum cruzamento, recebe, põe na canhota e... põe na barriga do adversário. Nesse momento, há um desânimo total: "será possível, Juan?", "mais um?", etc.
Deus é bom. A bola volta, curiosamente, no pé direito do nosso lateral-esquerdo: "pronto, agora ele vai se virar todinho pra acertar a bola para o pé esquerdo de novo, perder tempo, e o cara do Santos chegar junto abafando".
Nada. Na frente de dois adversários, o "baixinho marrento" (??? – sem comparações, por favor) emenda de direita mesmo. Se era para se livrar da bola ou um cruzamento preciso, eu não estou nem um pouco interessado. Só sei que ela caiu na cabeça de Obina.
O folclórico, popular, gente boa, humilde, predestinado, esforçado, "ruim de bola" (até Bruna já sabe disso!) e dono de outros tantos adjetivos dá o primeiro toque da linha de passe. Um gol de linha de passe: fazia tempo que eu não comemorava um assim. E esse toque encontra aquele que está no meio dos que a galera considera os melhores reforços (dividindo a ponta com o Íbson), pois ajudou a acertar um setor há tempos bagunçado: Fábio Luciano.
O capitão rubro-negro escora para o meio da pequena área já como que prevendo o resultado final. Fábio já cai se virando e comemorando o gol, como se fosse seu, como se fosse nosso... E é nosso. É do Mengão... O mesmo Mengão que fez esse cara quase chorar, sem saber o que dizer (Globo Esporte), depois do jogo em que derrotamos o campeão brasileiro. Raça e qualidade.
Enquanto a bola viaja até o capitão, o nosso "nove" (o matador, o centroavante, muitas vezes contestado, criticado, vaiado) já se apronta... Será dele a honra de dar o último toque para dentro.
Souza pode não ser um craque. Parafraseando um certo Cap. Nascimento, "nunca será". Mas quem disse que, para jogar no Mengão, é preciso ser craque? Tudo bem, já tivemos Zico (hors concours), Júnior, Leandro, Mozer, etc. Mas também tivemos Nunes. E é dele que eu me lembrei ontem: Souza fez gol de Nunes.
A bola que vem quicando, o centroavante escorando, goleiro e zagueiro naquele gesto intuitivo de "a única chance agora é o juiz anular o gol", a massa explodindo... Ó, meu Mengão!
Houve tempo, nos últimos anos, em que tudo o que se noticiava sobre o Mengão era que o clima era de "panela". E, de fato, presenciamos isso não raras vezes, infelizmente. Entretanto, deixei de lado isso nessa arrancada incrível desse time. Fica nítido, pelo menos para mim, o sentimento coeso desses caras, em prol dessa vaga, em prol do "nosso título" desse campeonato, em prol da torcida.
Souza corre comemorando o gol, beirando a linha de fundo. Assim que a bola toca a rede, já se percebe o "garoto-torcedor-lateral-reserva" Egídio (aquele que foi flagrado pelas câmeras cantando "Ôo... Cadê a Força?!", no jogo contra o vice) pulando a placa e correndo atrás de Souza.
Fábio corre em direção à torcida. O gol também é seu. Quando a câmera fecha no Souza, que está prestes a ser encoberto por vários jogadores, surge um sorridente Ronaldo Angelim, alegre, feliz, correndo em círculos, braços abertos, para vibrar com o gol. Surgem Roger e Obina: o primeiro salta sobre o companheiro, que já não é visto pelas câmeras; o segundo aponta, como se dissesse a paráfrase "esse é o cara". Aparece um reserva, que não consigo identificar. Poderia ser eu...
Nessa hora, do reserva, eu tenho vontade de ser jogador de futebol. Poderia ser um Toró da vida, ou até pior que ele, pois eu não tenho muita qualidade nas peladas que jogo aqui perto de casa. Mas sou guerreiro e tenho muito amor pelo Mengão e, se estivesse dentro de campo em um momento como esse, acho que explodiria de tanta alegria...
A imagem corta para onde estamos: a arquibancada. Nós, "o 12"...
Volta para o Souza, que ninguém vê: vê-se Rodrigo Arroz, Leo Medeiros, o preparador físico, Diego. Surge o pequenino guerreiro Maxi (que poderia estar muito do emburrado por não jogar) pulando, feliz da vida. "Isso, moleque!!!", diria meu amigo Prezado...
Volta para a arquibancada. Emoção, alegria, camisas rodando... e um caixão alvi-negro (porque merecemos zoar sim).
E como rubro-negro se emociona até no replay, há repórter e gandula pulando de alegria...
Eu entendo quando o Christian chora: eu também choro...
Esses caras estão felizes! A Nação também...
Quem quiser conferir, http://br.youtube.com/watch?v=PKxO5ybQXrM (porque com o Penido é muito melhor...).
* Esqueçam a análise fria...
Esta eu preciso copiar: é a frase de apresentação do MSN de uma amiga minha...
O mestrado é o Capitão Nascimento dando tapa na minha cara e dizendo "pede pra sair". (Isabella Fortunato)
Faz sentido, minha cara Isabella! Faz todo o sentido...
Sine verbis...
Rosa
Tu és, divina e graciosaEstátua majestosa do amorPor Deus esculturadaE formada com ardorDa alma da mais linda florDe mais ativo olorQue na vida é preferida pelo beija-florSe Deus me fora tão clementeAqui nesse ambiente de luzFormada numa tela deslumbrante e belaTeu coração junto ao meu lanceadoPregado e crucificado sobre a rósea cruzDo arfante peito seu
Tu és a forma idealEstátua magistral, oh, alma perenalDo meu primeiro amor, sublime amorTu és de Deus a soberana florTu és de Deus a criaçãoQue em todo coração sepultas um amorO riso, a fé, a dorEm sândalos olentes cheios de saborEm vozes tão dolentes como um sonho em florÉs láctea estrelaÉs mãe da realezaÉs tudo enfim que tem de beloEm todo resplendor da santa naturezaPerdão, se ouso confessar-teEu hei de sempre amar-teOh, flor, meu peito não resisteOh, meu Deus, o quanto é tristeA incerteza de um amorQue mais me faz penar em esperarEm conduzir-te um diaAo pé do altarJurar, aos pés do onipotenteEm preces comoventes de dorE receber a unção da tua gratidãoDepois de remir meus desejosEm nuvens de beijosHei de envolver-te até meu padecerDe todo fenecer